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Despedido? Deco reage a promessa de candidato à presidência do Barcelona

Diretor desportivo do Barcelona e antigo internacional português respondeu a Víctor Font, garantindo que não está preso ao lugar em Camp Nou e que acredita no projeto traçado pelo atual presidente.

Deco garante que "não está preso" ao lugar de diretor desportivo do Barcelona, lembrando que aceitou o convite de Joan Laporta porque acreditou no projeto que lhe foi proposto e motivado pelo desejo de ajudar o clube que havia representado como jogador. Em entrevista ao SPORT, publicada esta quarta-feira, o antigo internacional português foi confrontado com as recentes declarações de Víctor Font, candidato à presidência do clube blaugrana, que afirmou que iria despedir Deco, e acabou por deixar uma garantia.

"Não quero entrar neste tipo de temas. Vim porque acreditava no projeto do Jan [Joan Laporta], que era de reconstrução. Se aqui continuo é porque acredito no projeto, que agora é de consolidação. Muito provavelmente, se o Jan não estiver, isto vai mudar e, por isso, não irei continuar", começou por dizer Deco, prosseguindo com mais explicações.

"Não é uma questão de ser o Víctor Font ou de quem quer que seja. É uma questão daquilo em que acredito e da minha vida pessoal. Se houver algo que não se encaixa com a minha vida pessoal, vou-me embora e pronto. Tenho a liberdade de escolher. Não estou preso a isto. Vim para aqui por uma ideia, porque sou do Barça e queria ajudar. Acreditava que podia contribuir para aquilo que é o projeto do Laporta", explicou.

Deco aproveitou, ainda, para deixar elogios ao atual presidente do Barcelona

"Tenho liberdade porque ganhei a confiança para construir um Barça vencedor. As decisões desportivas são difíceis. É complicado conciliar a direção desportiva com um treinador, porque é raro que um treinador fique mais de cinco anos. Acredito que fomos capazes de reconstruir o plantel, e isso gera confiança do teu chefe. Tenho liberdade, mas não faço nada que o presidente não saiba, por respeito e porque sei que ele tem uma visão diferente da minha. Há decisões que devem ser do clube", frisou.